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Parque Urbano e Marina de Florianópolis recebe licença ambiental

Projeto de R$ 350 milhões para transformar a Beira-Mar Norte, com marinas para 600 embarcações e 2 mil empregos, recebe a licença ambiental definitiva.

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Vista aérea da orla da Beira-Mar Norte de Florianópolis com a futura marina, píeres, iates ancorados, parque urbano e a avenida ao lado do mar
Foto: Divulgação

A construção do Parque Urbano e Marina de Florianópolis, projetada há mais de dez anos para a orla da Beira-Mar Norte, entrou oficialmente na fase de execução. Na primeira semana de fevereiro, o empreendimento recebeu a licença ambiental definitiva, o último aval técnico que faltava para autorizar o início das obras em uma das áreas mais valorizadas da capital catarinense.

Orçado em R$ 350 milhões e integralmente custeado pela iniciativa privada, o projeto vai reorganizar um trecho estratégico do centro de Florianópolis, entre a Ponte Hercílio Luz e o bairro Agronômica. O consórcio responsável terá a concessão da área por 35 anos, período no qual assume operação, manutenção e comercialização dos espaços.

O que a nova marina em Florianópolis vai entregar

O masterplan combina duas vocações da cidade: o mar e o convívio urbano. Serão construídas marinas com capacidade para mais de 600 embarcações, divididas entre estruturas públicas — abertas a barcos de menor porte e a atracações rápidas — e privadas, voltadas a iates e veleiros de maior calado. É a primeira infraestrutura náutica desse porte já planejada para a região central da capital.

Ao redor dos píeres, o projeto prevê edifícios comerciais de baixa altura, restaurantes com vista para a baía, calçadão contínuo, ciclovia e áreas de convivência com paisagismo. A parte esportiva ganha quadras poliesportivas, espaços para prática de esportes ao ar livre e ancoradouros específicos para escolas de vela e caiaque.

Impacto econômico e vagas de trabalho

A expectativa é de que o Parque Urbano e Marina gere mais de 2 mil empregos permanentes quando estiver em pleno funcionamento, sem contar os postos de trabalho abertos durante as obras. O empreendimento deve atrair operações de turismo náutico, charter de barcos, comércio de conveniência e serviços ligados ao setor de eventos.

Para a economia local, o projeto se soma ao movimento recente de Florianópolis para consolidar-se como polo de turismo de alto padrão e como referência em economia do mar no Sul do Brasil. A marina pública, em especial, é vista como uma peça importante para democratizar o acesso à baía e destravar atividades hoje pulverizadas em ancoradouros informais.

Cronograma e próximos passos

Com a licença definitiva emitida, o consórcio parte agora para a mobilização de canteiro, contratação de fornecedores e detalhamento executivo do projeto. As primeiras intervenções concentram-se na dragagem, na fundação dos píeres e na reurbanização do trecho da Avenida Beira-Mar diretamente afetado pela obra.

O prazo de entrega das primeiras estruturas ainda depende do avanço dos serviços preliminares, mas o cronograma preliminar aponta para uma abertura por etapas, começando pelo trecho comercial e pela marina pública. O acompanhamento das próximas fases será feito por órgãos ambientais estaduais e municipais.

Por que a Beira-Mar Norte

A escolha da Beira-Mar Norte não é aleatória. O trecho concentra ao mesmo tempo grande fluxo urbano, proximidade com bairros de maior renda e uma orla que hoje é usada de forma limitada. Ao integrar marina, parque e áreas comerciais em um mesmo eixo, o projeto propõe uma nova referência para a relação da cidade com o mar — algo que Florianópolis, apesar de sua vocação insular, ainda não tem em escala comparável a outras capitais litorâneas.

O Marina Florianópolis vai acompanhar cada etapa dessa transformação, com atualizações sobre licenças, cronogramas, empresas envolvidas e reflexos para moradores, turistas e para o setor náutico.